Processo criativo

Lápis e Nanquim sobre papel canson. Agora tenho um bloco de canson para esses desenhos mais bem acabados, mas ainda numa categoria que chamo "entre ser e vir a ser".

Muitos dos meus desenhos são criados a partir de rabiscos aleatórios. “Bibi vai rabiscando e de repente sai a Monalisa?!!” Claro que não, calma que eu explico.

Eu gosto de desenhar descompromissadamente em folhas soltas e cadernos baratinhos de rascunhos. Posso ter uma idéia básica na cabeça como por exemplo, conchas e corais, figuras humanas abstraídas, ou mesmo simplesmente fazer algumas expirais ou algo do gênero e ir criando algo a partir disso com diversas versões. O que quero dizer, é que normalmente eu não tenho uma imagem pronta na cabeça quando começo a desenhar, e sim apenas uma noção.

Yes, my friends, esse foi o rascunho que deu origem ao desenho que ilustra este post. Eu o resgatei ontem de uma pilha de papeis soltos.
Destaque para a mancha de café 😉

A partir dessas formas “semi-objetivas”, as coisas funcionam mais ou menos como aquela experiência lúdica de ver formas em nuvens ou em veios de madeira. A minha imaginação vê alguma forma interessante e daí passo a explicitá-la e complementá-la, selecionar os melhores efeitos e desenhar outra vez, buscar alguma referência fotográfica, se necessário, e desenhar outra vez, tudo ainda a nível de rascunho.

Chegando a um bom resultado, transfiro para um material melhor, recriando o desenho de maneira mais limpa e elaborada, com melhor enquadramento, modelagem, etc. E esse desenho pode ou não chegar a ser a base de um quadro, uma aquarela ou qualquer outra técnica em que eu considere que o desenho chegou ao seu auge.

Ou seja, as boas ideias estão espalhadas por aí no nosso subconsciente, cabe a cada um encontrar a melhor forma de acessá-las e arregaçar as mangas para pô-las em prática. Eu conto um pouquinho com a ajuda do Universo, mas ainda assim os meus desenhos são feitos de muita transpiração.

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