Óleo sobre tela: uma estória de amor e superação

Minha experiência com a pintura a óleo é de muita bagunça e tempo… E é minha técnica favorita.

A tinta seca devagar, mas não o bastante para eu passar 3 ou mais dias inativa, sem ter que recomeçar praticamente do zero a mesma área. Justamente por isso, demanda espaço, por que não se pode deixar uma tela fresca em qualquer lugar, e dá muito trabalho desfazer e refazer a área de trabalho com os tubos, pincéis, solventes, paleta e esboços por todo o lado.

O processo de limpeza dos pincéis é um pesadelo, tem de ser limpos com solvente, e depois com sabão, senão ficam petrificados e vão pro lixo: eu levo no mínimo meia hora com o umbigo no tanque  só lavando o material (e o pobre do tanque) após uma sessão de pintura.

A combinação dessas características com um emprego burocrático full time e um apartamento pequeno resultaram em 3 anos sem pintar. Minha única produção nesse período foram esboços a pastel e outras técnicas sobre papel, na esperança de me manter produzindo de forma adaptada à falta de espaço e rotina atarefada.

Mas isso nunca me satisfez. Nada se compara às transições suaves e esfumaçadas que eu consigo com o óleo, além de ser uma técnica que me permite pintar tranquilamente e sem pressa, sobrepor camadas, poder utilizar grandes suportes, colocar o trabalho na parede quando eu quiser…

De que outra forma eu poderia transformar isso...

...nisso, com tanta perfeição?

Felizmente, me mudei para um apartamento maior e estou aprendendo a organizar meu espaço e tempo para retomar o trabalho que amo. No momento estou com 4 telas em execução, e espero que a partir de agora a pintura a óleo e eu sejamos felizes para sempre.

Obs: Esses detalhes são um teaser (sem chegar a ser spoiler, né?) de um de meus novos trabalhos em execução, hehe

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